Um olhar para o futuro: a evolução das embalagens de arroz

Álvaro Edson Fabre*

Hoje em dia, os filmes técnicos para embalagens precisam garantir a conservação e a proteção durante o transporte para que não haja danos e perdas. Entre as características necessárias estão: boa selagem, que ofereça a hermeticidade correta; um bom adesivo para manter as camadas unidas durante todo o ciclo de vida, no caso de filmes com camadas de selagem compostas de material poliotefínico não polar, e, por fim, tenacidade para prevenir que o produto se rompa durante o transporte.

Até chegarmos a essa constituição ideal, passamos por uma evolução, que começou por volta dos anos de 1970. Foi nesse período em que apareceram as primeiras embalagens de plástico para arroz. O material usado não era do tipo filme técnico e possuía 90 micras de espessura e, por isso, oferecia baixa resistência ao impacto e ao transporte, apesar da boa soldabilidade. Além disso, o rendimento do plástico era baixo e o tempo de empacotamento, muito alto. Para embalagens de 5 kg, por exemplo, o rendimento era de 48 pacotes por quilo de filme e as máquinas eram capazes de empacotar apenas 28 pacotes por minuto.

A partir dos anos 2000, para atender ao aumento de demanda de arroz, as indústrias de empacotamento começaram a utilizar máquinas de alta performance, o que exigiu a produção de um filme técnico com uma dimensão menor para um melhor rendimento por quilo de embalagens. A película, então, recebeu a adição de PELBD (Polietileno Linear de Baixa Densidade) para melhorar sua performance, resistência ao impacto e soldabilidade. O resultado foi um rendimento maior, de 50 a 52 pacotes por minuto.

Hoje existem filmes técnicos com 68 micras, que estão funcionando muito bem por terem em sua formulação um percentual de resinas de polietileno linear de baixa densidade e de alto desempenho. E a evolução continua. No ano passado, chegou ao mercado um novo filme, o VP30, que traz características que atendem as exigências contemporâneas da indústria, como maior produtividade, melhor rendimento por quilo e mais segurança no armazenamento e no transporte, além de mais destaque nas gôndolas, devido ao brilho e à resistência do material.

O novo produto possui espessura de 55 micras, o que permite velocidade maior das máquinas de empacotamento, e excelente resistência ao impacto individual (pacote) ou coletivo (fardo). Dois pontos de destaque da tecnologia são o aumento da produtividade, pois ele permite o envase de até 36% mais pacotes de arroz, e a venda por metro de filme ao invés de quilo, o que ajuda na diminuição de desperdícios. Ainda que seja um produto lançado recentemente, já vem apresentando boa adesão, e logo mais veremos o resultado nas gôndolas dos supermercados brasileiros.

Álvaro Edson Fabre, diretor técnico comercial da Prisma Consultoria Técnica de Embalagens

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